na
estante
da
manu
Minha estante
um mundo literário

20 anos e uma paixão: Ler. Aqui você encontrará resenhas dos livros que li entre diálogos animados sobre como driblo meu curso de Direito e a minha predileção por romances, filmes e séries. Divirta-se!
Cheiro de férias
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016 @ 15:07

Olá, pessoal! 

Pensaram que eu tinha evaporado? Virado fumaça? Morte presumida por ausência? (quem curte Civil vai gostar dessa)

Na-na-não! Aqui estou eu, vivinha da silva escrevendo esse post! Pensei que esse dia nunca chegaria, mas... Tô de férias! Em um período completamente diferente do que a nação brasileira por inteiro, mas ainda assim férias! Dei um tempinho no Direito, graças a todos os Deuses e entidades divinas existentes no inconsciente coletivo mundial!

Por falar em Direito... 

Acho que todas as pessoas não-estudantes de Direito acham que um estudante de Direito é quase a Constituição Federal de 1988: só não traz a pessoa amada em três dias, porque de resto resolve um tudo! 

Meu bem: eu não dou consultoria jurídica AINDA, que dirá na fila do pão, né amiga?!!!! Estudar Direito não é um estado de espírito eterno! Eu falo bobeira, penso bastante e perco muitas discussões por falta de forças pra rebater. Na minha cabeça não mora um Vade Mecum, e eu nem quero! rs

Agora tô me dando folga de tanta lei pra colocar minhas séries em dia e poder dar continuidade a minha lista de livros interminável. Pense numa tarefa difícil? 

Hoje fiquei um bom tempo pensando no quanto minha escrita mudou, e o tanto de inspiração que já não possuo mais. Antes dessa vida louca passar por cima de mim, a escrita fluía como água... Mas estou disposta a mudar isso e tentar escrever algo que funcione, A questão é: vai dar tempo? 

Trabalhar E estudar tá mais simples do que colocar minhas séries e livros em dia. Nossa!!! Pessoas que estão fazendo isso agora: como vocês conseguem? Joguem as dicas aí, tô precisando!

Ah, e se vocês pensam que estudar Direito é um episódio de How To Get Away With Murder, é tudo mentiraaaaaaaaa!!! Bem que eu queria ter uma Annalise fodona nessa minha vida, Senhor!

Inclusive estou indo ver essa linda da Viola Davis arrasando na season two agorinha mesmo! Quem ainda não viu, tá fazendo o que mesmo com a sua existência? Se joga!!!!

Beijo grande, até mais posts desbocados como esse! 

E várias indicações maravilhosas de livros e séries pra vocês!!!
  
0 Comentários
Cachinhos Vermelhos
terça-feira, 6 de janeiro de 2015 @ 14:52

E aqui estou de volta pros meus contos. Esse é especial. 
É a história da Maria Eduarda e do Bernardo.

A lua cheia iluminava e era refletida pelo mar naquela noite, o horizonte parecia infinito. Bernardo apertava o volante nos dois minutos que parou o carro para admirar a paisagem, mesmo sendo um valorizador nato das festas e do ócio semanal de vídeo game ele nunca deixaria de apreciar a vista de Copacabana a qualquer hora do dia.

Seu celular toca fazendo o porta luvas vibrar incessantemente, ele até pensa em ignorar a chamada no exato momento em que o lembrete de que poderia ser a Maria Eduarda vem em sua mente. Então, seus dedos rolam na tela do aparelho e ele sorri com a foto dela no visor.

- Fala aí, Duda! – Responde animado antes que ela diga qualquer palavra.

Maria Eduarda, do outro lado da linha, fica sorridente quando sente o entusiasmo dele.

- Oi, Bê – Diz – Estava pensando em fazer um programa mais tranquilo essa noite, o que acha? Tô cansada de ter que sair te carregando das festas e ficar despistando vadia.

- Nossa, Duda, essas foram as palavras de uma verdadeira dama! – Ele ri de sua própria ironia, seus olhos brilham ao imaginar Eduarda atrás da linha.

- Por que você não vai se f...?

- Epa, calma! Era brincadeira, marrentinha! Onde a gente se encontra, linda? – Bernardo adora cutucar onça com vara curta, mas por trás do implicância sempre há admiração.

E sim, ele admirava Maria Eduarda e sua personalidade forte, suas mechas vermelhas, sua pele branca e alva, seus olhos azuis da cor do mar de Copacabana...

Eles eram pré-adolescentes quando se conheceram. Estudaram na mesma escola, frequentavam os mesmos lugares e tinham os mesmos gostos. Nessa época, Maria Eduarda tinha os cabelos castanhos e virgens, mas sempre teve a língua afiada e andava enfurnada entre os garotos. Bernardo odiava como eles tratavam Duda, como se ela fosse uma mulher qualquer e estivesse ali no meio deles apenas para pegar homem. Só Bernardo via o que realmente Eduarda sofria. A rejeição dos pais, os problemas com os irmãos, a crescente busca por um porto seguro. E ela achou esse porto seguro nele, que a acolheu como seu semelhante e nunca a tratou com frescuras. Eles faziam quase tudo juntos, eram amigos, companheiros e juntos choravam suas dores.

Duda teve que aguentar a pegação geral do Bernardo com os hormônios em ebulição e os ciúmes das pseudo-namoradas. Ela nunca se importou realmente, eles tinham uma ligação muito maior do que uma pegação qualquer com alguém aleatório. Bernardo também não gostava quando Maria Eduarda arrumava caras na balada e sempre ficava rodeando e sondando terreno até que ele tivesse certeza das intenções do rapaz ocasional.

Até hoje, eles nunca tiveram problemas. Até certa noite, eles quase nunca pensaram um no outro de maneira diferente do que como amigos. É claro que Bernardo ficou muito satisfeito com as curvas que surgiam em Duda com o tempo e ela também tirava casquinha do corpo definido dele. Mas tudo não passava do imaginário. Eles nunca se pegaram, até certo dia...

- Tô tão chateado com a Dona Rita, ela não sai do meu pé! Até parece que sou aquele moleque irresponsável e não tenho trabalho, nem estudos pra dar conta... – Bernardo desabafava com Duda sobre sua mãe, ele odiava a cobrança de Rita para que seguisse a carreira do seu pai, um médico – Ela não entende que meu negócio são as especulações financeiras, o design gráfico, não a medicina! Eu desmaio com um corte no dedo, Duda!

- Deixa de ser um bebê chorão – Ela acariciou as pontas do cabelo escuro dele, tentando pensar no que falaria em seguida. Eduarda ficou impressionada com o amadurecimento do Bernardo e era a maior incentivadora da carreira dele no design. Ele sempre adorou isso, era nisso que se destacava – Fique firme na sua decisão, não deixe a sua mãe te influenciar. Você é muito bom no que faz, tenho orgulho de você.

Bernardo ficou um pouco distraído no começo, mas se surpreendeu com as palavras finais de Maria Eduarda. Ela não era de se abrir, de confessar o que sente. Ele ficou um pouco chocado, depois feliz. Adorava saber que era o motivo de orgulho dela, afinal ele também a admira muito por não ter desistido da carreira na moda, mesmo sem ajuda da família, e hoje ser uma estilista de grifes importantes.

- Você jura? – Ele perguntou baixinho, olhando nos olhos azuis dela e observando Duda corar sob a luz fraca do abajur que iluminava o quarto dele. Eles estavam na cama, Eduarda debruçada sobre Bernardo, que tinha as costas apoiadas nos travesseiros da cabeceira da cama.

- O quê? – Ela perguntou tentando parecer confusa, se arrependendo de ter deixado as emoções escaparem.

- Ah, você sabe do que eu tô falando. Não se faz de desentendida.

- É claro que eu sinto, seu idiota. Você é o meu melhor amigo, a minha única família... Isso é super normal! – Duda sentou bruscamente na cama, os olhos baixaram para os dedos entrelaçados nos de Bernardo.

Ele levantou uma das mãos e tocou as bochechas rosadas de Eduarda, fazendo ela estremecer. Eles jamais se tocaram assim, íntimos. Agora, adultos, nem se lembravam quando tinham trocado beijos no rosto. Duda sempre preferiu manter essa barreira, ela odiaria perder o Bernardo da sua vida por causa de impulsos físicos. Foi pensando na dor de perde-lo que tentou afastá-lo, dizendo:

- Bê, tá me estranhando? Você não p... – Bernardo calou Maria Eduarda com um dedo em seus lábios cheios, sentindo a maciez deles.

- Shiiiiii – Ele sussurrou, Duda estremeceu levemente – Fica calada. Fecha os olhos.

Ela obedeceu, mesmo relutante. Bernardo levou um curto tempo observando os cílios grossos dela repousarem sobre as suas bochechas e admirou seus cabelos cor de fogo caídos entre os ombros e emoldurando sua face. Ele jamais tinha parado pra observar assim, tão de perto, as feições dela. Ele nunca realmente parou e apreciou essa blusa preta rendada que se colava ao seu corpo, marcando seus seios do tamanho ideal.

Foi então que, sem parar para refletir, avançou sobre ela e seus lábios se chocaram em um estalo audível. Duda arqueou assustada, seu coração batendo em retirada para sua boca. Bernardo saboreou os lábios dela até que sentiu permissão para beijá-la de verdade, envolvendo as mãos em sua nuca e sendo correspondido.

Duda abriu os olhos por um instante e encontrou os dois círculos castanhos dele também abertos. Se comunicaram com o olhar, adorando a sensação proibida daquele beijo ardente e deram permissão um ao outro para deixar rolar. Ela deixou o lado racional de lado, ele também.

Juntos, apenas sentiram. Eduarda estava liberando seus impulsos guardados há tanto tempo, beijando aquele homem por quem tinha uma admiração sem precedentes. Bernardo nem respirava enquanto retirava a blusa dela e admirava o corpo de Eduarda. Linda, como ele sempre imaginou. Ele sempre tentou pensar na Duda como uma parceira, um melhor amigo... Mas nesse momento era difícil imaginá-la como menos do que uma mulher. Uma mulher que ele desejava.

- Eduarda... – Ele sussurrou em um tom sério, fazendo Duda abrir os olhos azuis e encará-lo com apreensão. Ele nunca chamava ela assim, pelo segundo nome completo.

- Isso não devia estar acontec... – Ela foi calada pelos lábios vorazes de Bernardo nos seus.

- Eu acho que pedi pra você ficar calada – Disse. Seus dedos correram pela barriga lisa dela, causando arrepios em ambos – Você é linda. Por que nunca fiz isso antes?

Eduarda se perguntava o mesmo no seu inconsciente. Resolveu parar de pensar e puxou Bernardo pela gravata, beijando-o de volta. O clima era pesado entre eles, o ar parecia pegar fogo e seus corações martelavam rapidamente no peito.

Então, como mágica, não houve mais palavras compreensíveis no resto daquela noite. Apenas descobertas. Eles se sentiram completos como nunca haviam sentido com qualquer outra pessoa antes... E era justamente isso que mais os apavorava.

A linha ficou muda depois da pergunta de Bernardo, pois Maria Eduarda respirava fundo e tentava repelir as cenas quentes em sua memória. Ela bloqueou o que tinha acontecido naquela noite, assim como Bernardo. Quando ele acordou naquela manhã fatídica, Duda não estava mais lá e restava apenas o travesseiro amassado, os lençóis frios e o cheiro do seu perfume.

Depois disso, não tinham se encontrado pessoalmente. Mantinham a comunicação por telefone, imaginando que a distância física os faria retornar à rotina de amigos para sempre. Eduarda foi quem mais insistiu pela distância, ela recusava a ideia de perder o Bernardo por causa de uma noite em que cometeram deslizes.

- E aí, não vai falar nada? – Questionou Bernardo enquanto admirava a lua cheia mais uma vez, ele se encontrava pisando em ovos com Maria Eduarda desde que tudo aquilo aconteceu.

- Na verdade, eu queria falar uma coisa... – Duda deixou escapar, eles precisavam conversar sobre aquela noite. Precisavam se ver, precisavam voltar ao que eram.

- Qualquer coisa, Du – Então Bernardo foi completamente carinhoso, desarmando Maria Eduarda.
- É sobre aquela noite, acho que a gente precisa conversar. Desencanar... – Sussurrou temendo a reação dele.

- Qual o seu problema, Duda? Por que não quer mais me ver? Está fugindo de sair comigo de novo... É tudo por conta daquela noite? Fala comigo. – Bernardo socou o volante, ele estava cheio de ignorar esse elefante branco.

- O que aquela noite significou pra você? – Ela roeu as unhas que estavam pintadas de preto essa noite e observou o ataque de Bernardo pelo vidro do seu carro. Ela viu que ele tinha estacionado pois também passava por ali, mas estava andando para clarear os pensamentos. Quando o viu, imediatamente resolveu ligar para sondar e ver se a coragem de ir até ele iria surgir.

- Eu não gosto da ideia de falar sobre isso pelo telefone... Por que a gente não se encontra? Eu vou até o seu apartamento, chego em alguns minutos... – Ele sugeriu e sentiu o arfar dela na linha muda, sem resposta – Por favor, Du, fala comigo cacete!  

- Na verdade... – Eduarda andou até o carro e parou na porta do passageiro – Abre a porta pra mim.
Bernardo franziu a testa sem entender, então ouviu a voz de Duda como se estivesse ali e se virou para sua figura parada na janela do passageiro. Ela sorria mordendo o lábio inferior, os olhos brilhavam e estava tão linda quanto nas suas lembranças. Ele abriu a porta e ela entrou, desligando o celular.

- Oi – Sussurrou, o ar dentro do veículo ficando pesado com o clima criado pelos dois.

- Como você sabia que eu tava aqui? – Bernardo questionou sorrindo tanto que nem conseguia controlar.

- Eu estava andando por aí e... – Ela articulou como se fosse óbvio e ele sacudiu a cabeça, a vontade de tocá-la era estranhamente forte. Que porra era aquela?

- Quer conversar? – Perguntou enquanto se ajeitava no banco, virando-se para fita-la. Duda tinha as mãos entre as pernas que estavam desnudas, ela vestia uma saia pequena e esvoaçante. Era incrível como conseguia fazer as mais doidas combinações de roupas funcionar.

- Responde o que eu te perguntei no telefone – Sua voz saiu séria, ela fitava Bernardo nos olhos com determinação. Essa era a Maria Eduarda que ele conhecia, não a que se escondia.

- É difícil dizer o que aquilo tudo significou pra mim, foi há uma semana atrás mas parece que aconteceu ontem. Ainda está cravado aqui, ó – Ele apontou para a própria cabeça – Nem consigo raciocinar direito.

- Eu me sinto da mesma forma, parece que... – Ela ficou toda vermelha, não conseguia pensar direito – Eu não sei, Bernardo, se conseguiremos ser o que éramos.

Sua sinceridade deixou Bernardo um pouco perplexo, ele sabia dessa verdade. Era imutável. Mas ele gostava da ideia do novo modelo deles que ambos criaram, juntos.

- Não precisamos ser como éramos – Ele arriscou ao sussurrar, pegando uma das mãos de Eduarda e apertando seus dedos com os seus. Ele percebeu quando uma lágrima sorrateira molhou a bochecha rosada dela.

- Então é isso? – Eduarda sentia seu coração tão minúsculo, ela odiava o que tinha feito. Eles comprometeram a amizade tão fiel que tinham há tanto tempo por causa de uma transa, ela se odiava nesse exato momento.

- Por que diabos você tá chorando, Du? – Bernardo perguntou alarmado, seus dedos voaram para secar as lágrimas de Duda – Você sabe que isso me quebra.

- Não é óbvio, porra? – Ela se afastou dele, tirando suas mãos de perto e o seu corpo também. Queria evitar a mágoa, queria evitar o momento que viria a seguir. A separação definitiva deles.

- Não, pra mim não é! – Bernardo se assustou com o afastamento dela e não hesitou, agarrando-a pela cintura e puxando-a pra si – Você não gosta da ideia de ficarmos juntos? Tipo, de verdade?

- Quê? – Ela se separou um pouco para olhá-lo nos olhos, sem acreditar no que ele dizia – Era isso que você queria me dizer? Pra a gente tentar?

- Não sabia que você abominava tanto o fato da gente tentar... é... namorar – Ele sussurrou com medo da palavra compromisso. Não queria assustar Eduarda, ela sempre odiou a palavra compromisso e ele mesmo também abominava... Até pensar em ver Maria Eduarda beijando outro homem. Nem por cima do meu cadáver!

- Você tá falando sério? – Ela tentou não acreditar no que ouvia. Bernardo, o cara de todas as mulheres estava propondo compromisso a ela? Justamente ela, a melhor amiga?

- Pela primeira vez na vida, sim. – Ele segurou o rosto dela com as duas mãos e a fez olha-lo nos olhos sem desviar – Eu não sei você, mas acho que não me sinto da mesma forma com relação a minha Du. Não consigo vê-la mais como um cara, de jeito nenhum! Ela virou a minha maior fantasia nas últimas noites...

Duda não conseguiu ficar quieta com aquela revelação, levando sua boca até a dele sem delongas. Gemeu baixinho com a sensação da língua dele novamente contra a sua, faíscas percorrendo todo o seu corpo.

- Vê se não fica falando essas coisa pra mim – Ela murmurou enquanto se ajeitava no colo dele, apertando a buzina do carro com as costas e fazendo ambos rirem da situação.

- Então tudo bem? Você quer também? – Ele mordiscou a bochecha dela, apertando seus quadris com as mãos. Adorava senti-la assim, tão pertinho.  

- O que você acha? – Piscou diversas vezes como resposta, seus pés procurando apoio naquela posição meio doida.

- Maria Eduarda... – Bernardo murmurou colocando uma mecha vermelha atrás da orelha dela, fazendo-a sorrir e voltar a morde o lábio carnudo – Quer ser a minha melhor amiga e algumas coisas mais? Quero dizer... A minha namorada? Quem eu vou poder beijar e pegar e mimar e...

- Olha a melação – Eduarda fez uma careta, mas depois desistiu e riu da cara de cachorro sem dono do Bernardo – Tá. Pode ser.

- Sempre marrentinha, né? Não perde a fama – Bernardo atacou os lábios de Eduarda e ela se deixou levar, o coração aos pulos e galopes. As mãos dele percorriam suas coxas, seu quadril e suas costas. Ela se derretia.

- Você me conheceu assim, se me quiser vai ser assim também – Ela parou para respirar, suas testas encostaram.

- Linda – Bernardo deu um selinho em seus lábios rosados, Eduarda nem conseguia acreditar que tudo aquilo estava realmente acontecendo.

- Será que isso vai dar certo? – Perguntou enquanto sorria para ele.

- Só o tempo dirá, Du...

E eles ficaram ali, no meio da noite de Copacabana, onde um amor gigante e forte crescia. Onde um laço era feito. Onde vários sentimentos ainda não eram compreendidos.

Não há garantias nessa vida, afinal.

O que nos resta é viver.


0 Comentários
Como fazer uma garota se apaixonar
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014 @ 16:56


Hoje não é dia de resenha, hoje o texto é meu. Estava pensando nesse assunto e resolvi fazer o que faço melhor: escrevi. 

A maioria das pessoas dirá que não existe método para essa loucura, pois mulheres são sempre uma caixinha de surpresas. Outras pessoas dirão que é mais simples do que complicado. E todas essas pessoas estão corretas. Uma garota se apaixona por verdades, não por ensaios. Se você está sendo verdadeiro, está no caminho certo.

Uma garota se apaixona por seus olhos, não importa a cor que eles tenham. Ela se apaixona pelo brilho deles quando a observam. Uma garota se apaixona não pela sua aparência física, mas o que há por baixo. Pelo seu coração, pela sua mente. Nós somos bastante exigentes com o que sai da sua boca. Isso é muito importante, o conteúdo. Uma garota se apaixona pela forma como você coloca a mecha do cabelo dela atrás da orelha, pela forma que você sorri para ela. E só para ela. Garotas amam ser o motivo de um sorriso sincero. Uma garota se apaixona quando você não concorda com ela, sempre comunicando opinião divergente. Garotas gostam de argumentar, nós nascemos para isso. Para mostrar como é difícil resistir a um bom argumento, a um bom filme, a um bom livro e, claro, a um bom charme. Uma garota se apaixona quando você mostra como ela é especial... Não necessariamente com gestos, mas com palavras também. Garotas amam palavras doces. Mas não se engane, também gostamos de palavras mais amargas. Não somos frágeis ou intocáveis. Pelo contrário: queremos ser tocadas sem resistência, queremos ficar presas contra seu corpo e implorar por ar em um beijo. Uma garota se apaixona quando você conversa com ela sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo, quando você mostra que quer apenas ouvir a respiração dela, sentir a presença. Nós não nos importamos muito com presentes, flores, chocolates... Mas se eles forem acompanhados de carinho e nos sentirmos únicas, nós iremos adorar. Garotas gostam sim de serem mimadas, mas só porque é você que mima. Você, cujo toque, as palavras e o sorriso são especiais. Queremos ser abraçadas quando estamos chorando, às vezes somente um abraço e nenhuma palavra, apenas para ter o seu ombro e nos sentir seguras. Nós somos fortes, independentes e seguras de si... Mas somos humanas, nos sentimos fracas às vezes e precisamos da sua proteção. A proteção do cara por quem nos apaixonamos. Uma garota adora quando você fica observando com bastante concentração ela falar algo sobre o seu dia ou o livro que está lendo, só porque isso significa que você se importa. Você não precisa fazer muito esforço pra que uma garota se apaixone, nós só precisamos que você seja você mesmo. Pronto.   

Esse papo de coração batendo desenfreado, suor frio e sensação de desmaio não são sintomas de alguém que está se sentindo apaixonada. Você sabe, são sintomas de outra coisa. Só precisamos sentir que sem você o dia não é o mesmo, que com você fica tudo tão mais colorido e que os seus beijos são como um salto de paraquedas. E, combinado ao seu sorriso, seu carinho, suas opiniões, nossas divergências... Apaixonamos.

Nós, garotas, somos um mistério. Gostamos de ser desvendadas. É claro que não somos todas iguais, mas nosso coração funciona de uma maneira parecida. O caminho para ele é tortuoso, mas é muito satisfatório no final.     

Uma garota sempre será irredutível em suas escolhas, suas manias, o lado em que gosta de dormir ou o seu pijama cheio de corações e florzinhas. Porém, sempre pode ceder, se corrigir, dormir do outro lado e tirar o pijama por você. É por isso, meu rapaz, que é bom você reconhecer essas preciosidades e não quebrar um coração de uma garota. Porque quando nos apaixonamos, nós o entregamos para você e é seu para fazer o que quiser, inclusive machucar. E essa é a última opção.

O amor de uma garota gentil é como o fim do arco íris, o tesouro perdido, um algodão doce enorme, um diamante único.

É muito, muito precioso.


Então cuide muito bem da sua garota ou, caso contrário, nos reuniremos todas e socaremos as suas bolas.

(Manuela Leal)
1 Comentários
Resenha: As Batidas Perdidas do Coração - Bianca Briones
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014 @ 10:08



Sinopse: Viviane acaba de perder o pai. Com a mãe em depressão, ela se vê obrigada a assumir o controle da casa com o irmão mais novo. Rafael teve o pai assassinado há alguns anos e agora viu quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente de carro. Viviane pertence a uma classe social que ele despreza. Rafael é tudo o que ela sempre ouviu que deveria evitar. Eles são opostos, porém dividem a mesma dor. Jamais se aproximariam se a morte não os colocasse frente a frente, e agora, por mais que saibam que são completamente errados um para o outro, não conseguem evitar uma intensa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre.

“As batidas perdidas do coração” é um livro que fará fortes emoções agredirem o seu corpo e, claro, o seu coração. Quem é fã de Belo Desastre da Jamie McGuire não se arrependerá de ler e se apaixonar pelo Rafael. As resenhas dos livros da McGuire e do nosso Maddox estarão em breve aqui no blog.

O livro tem um rigor próprio, sendo que a autora dividiu as passagens em pontos de vista da Viviane e do Rafael, dessa maneira você pode enxergar os dois lados da história. Eu amei porque cada ponto de vista começa com um trecho de música que se conecta com o que será narrado pela frente, amarrando os acontecimentos. É uma playlist linda, com músicas maravilhosas.

Voltando à nossa trama, onde duas pessoas de mundos completamente diferentes mas de dores tão parecidas acabam se encontrando... Essa é a história da Viviane e do Rafael. Dois jovens com muitas perdas nas costas para suportar e uma intensa paixão crescente entre ambos.

Viviane perde o pai após um sofrido câncer de pulmão e Rafael perde muitos membros da família em um acidente, incluindo sua querida irmã Patrícia. Em um momento da leitura nos questionamos: como esses dois podem se apaixonar em meio a tanta dor?

Eles tentam evitar, mas o destino é certeiro. A ligação entre eles parece ser a válvula de escape para Viviane que acaba tendo que encarar a internação da mãe em uma clínica psiquiátrica e, para Rafael, parece ser a salvação dos seus problemas.

Rafael tem muitos, muitos problemas. E quando você descobre a profundidade e a intensidade deles, você se choca. Viviane tenta salvá-lo a cada segundo, mas o amor não é a redenção para todas as nossas aflições. O amor é apenas mais um peso para aguentar, pois esse amor dilacera os dois.

Rafael não é aceito pelo avô de Vivi, o Fernando, que tira todas as regalias da menina e a proíbe de vê-lo. É óbvio que ela luta contra as barreiras do previsível e, junto com Rafa, tenta salvá-lo e salvar a si mesma.

É tão profunda a devastação que essa história causa em você. Mas, por incrível que pareça, ela também faz você rir. Rir de alegria, de emoção e também chorar.

Eu terminei de lê-lo agora a pouco e sinto como se as batidas do meu coração fossem arrancadas de mim. Porque sim, eu me apaixonei por essa porra.

(Uma pausa para sorrir pelo palavrão e lembrar demais do Rafa)

Então é real... – murmuro com a voz rouca, me jogando ao lado dela e a puxando o mais perto possível de mim.

- O quê? – ela pergunta baixinho, encostando a cabeça em meu peito.

- Acho que perdi a tal batida. Não, perdi várias. Perdi todas. Não sou mais nada se seu coração não estiver aqui, batendo comigo. – As palavras me escapam e sei que nunca disse nada parecido antes.” (p. 203-4)

É assim que você se sente: devastada.

E, acredite: é tão bom. 
0 Comentários
O Amor Não Tem Leis e O Amor Não Tem Leis - O Julgamento Final (Camila Moreira)
terça-feira, 9 de dezembro de 2014 @ 18:02


(Sim, é a minha mão! São os meus livros! rsrsrs)

Sinopse Livro I: Alexandre Ferraz é um renomado advogado criminalista apaixonado pelo que faz. Além do sucesso inquestionável na carreira jurídica, também usufrui do impacto devastador que provoca nas mulheres a sua volta. E com a sua nova estagiária Maria Clara não seria diferente. Recém-chegada de uma temporada fora do país, quando acompanhou o então namorado e cantor pop Dereck Mayer em turnê pelo mundo, a estudante de Direito está determinada a cumprir as horas de estágio para finalmente ganhar o diploma, nem que para isso tenha de resistir aos hipnotizantes olhos azuis do dr. Ferraz. Assim como o seu chefe, a jovem leva uma vida descompromissada, curtindo o sexo oposto sem romantismo ou grandes demonstrações de afeto. O amor não tem leis traz a arrebatadora história de um homem e uma mulher que buscam, acima de tudo, o prazer, mas que quando colocados frente a frente terão de aprender a lidar com sentimentos até então desconhecidos para eles. O que esperar desses dois? O amor será capaz de transformá-los?

Não se enganem, garotas. Esse não é um livro qualquer. Primeiro: é um erótico (bem cru, por sinal). Segundo: é um romance que faz você se apaixonar. Terceiro e último: traz tudo de um mundo peculiar, o mundo jurídico.

Se você está procurando uma história leve, fuja dessa trama. Ela suga o seu cérebro e faz com que você devore as páginas em algumas poucas horas. Não tem a escrita bem elaborada, é bastante simples e isso não é um ponto fraco. A história fica mais intensa dessa maneira, na minha opinião. Essa história em particular.

O livro se passa no Brasil e esse foi um ponto forte (assim como o mundo jurídico que orbita a sua volta) para que eu o comprasse. A playlist que a Camilla estruturou na trama é linda, as músicas sintonizam completamente com a trama.

A Maria Clara, ou Clara como prefere e gosta de ser chamada, é uma estudante de Direito que de certinha não tem nada. A Clara é marcada por um segredo do passado que insiste em guardar a qualquer custo, escondendo sua faceta verdadeira por trás de uma mulher poderosa e arrebatadora. Clara larga tudo, tranca a faculdade e vai embora para os Estados Unidos com um cantor gato chamado Dereck. E ela mesma confessa: de inglês ela só aprendeu palavras safadas. Depois de uma temporada no exterior, vendo que Dereck estava próximo de se apaixonar e sabendo que não corresponderia, Clara larga tudo e volta para o Brasil, onde agora terá que cumprir as horas de estágio necessárias à sua formação acadêmica.

E então a história começa a ficar interessante... A Maria Clara vai parar no escritório de um dos advogados criminais mais famosos do país: o escritório Ferraz. Nada foi coincidência, pois a Clara era amiga de infância da irmã dos donos do escritório e que descolou uma entrevista com o chefão: Alexandre Ferraz, o tal advogado criminalista mais famoso daquelas terras.

Clara pensou que fosse apenas por sua competência profissional, mas o Sr. Ferraz é muito mais do que isso... Ele é incrivelmente lindo, de tirar o fôlego. E pra demonstrar como a genética dos Ferraz é incrível, há também o irmão mais novo do Alexandre, o Diego. Tão charmoso e cavalheiro, certinho e completamente diferente do irmão mais velho. Clara percebe o seu padrão perigoso na hora: ela era do Dr. Alexandre. Ambos se sentem atraídos de cara, mas demonstram profissionalismo e não se envolvem a princípio. Só que sabemos qual caminho tanto tesão reprimido irá guiar... A perdição. Alexandre pensa que será apenas passageiro com aquela menina, e Clara também. Eles se entregam completamente sem saber que deixariam uma marca no outro para sempre.

É intrigante quão pesado e cru o sexo entre os dois se desenrola, mas ainda mais intrigante é a enxurrada de sentimentos que vão surgindo no percurso. De repente ambos se veem em um beco sem saída, onde um necessita tanto do outro a ponto de se desequilibrar e cair. Maria Clara é a mais assustada sobre arranjo entre eles, algo que muito tem relação com o seu segredo.

Algumas decisões precisam ser tomadas ao mesmo tempo que coisas sombrias acontecem nos escritórios da Ferraz. Um acidente inesperado traz à tona tudo o que Clara tentou evitar pensar desde que começou a ter sentimentos por Alexandre e ficamos em choque com a sua reação inesperada.

É no segundo livro, O Amor Não Tem Leis – O Julgamento Final, que finalmente compreendemos o segredo de Clara e como isso afeta sua vida e seu comportamento. Desvendamos a nossa protagonista e acompanhamos a dor de uma garota disposta a não amar.

Sinopse do Livro II: O destino mais uma vez afasta Maria Clara de seu grande amor. Um trágico acontecimento obriga a jovem a abandonar Alexandre Ferraz no momento em que ele mais precisa dela. Sentindo-se culpada pelo acidente que pode ter tirado a vida de Diego, irmão de Alexandre, Maria Clara não vê outra alternativa a não ser fugir e buscar consolo nos braços de Derek Mayer, o ex-namorado. Desesperado, Ferraz não consegue entender como ela teve coragem de desaparecer. Com a tragédia que atingiu o irmão, ele descobrirá que o que sente por sua menina é mais forte do que imaginava. Em O amor não tem leis: O julgamento final, o dr. Alexandre Ferraz tem em mãos o caso mais difícil de sua vida: conquistar o amor de uma mulher determinada a não amar.

Eu pensei que a autora não conseguiria segurar a atração latente entre Ferraz e Clara, mas ela mostrou como ninguém que sabe manter as características de seus personagens. O Lobo Mau e sua menina atravessam uma longa estrada de superação em sua frente, cheia de inimigos e bizarros acontecimentos que dramatizam ainda mais a situação dos dois. Descobrimos finalmente o segredo da Clara e nos emocionamos com sua linda e trágica história de vida.

Prefiro parar por aqui, ou continuarei a resenha soltando spoilers pois não consigo resistir. É um livro lindo, emocionante e marcante que mostra como o amor não é um sentimento controlável. Ele simplesmente acontece.

E, com uma das músicas escolhidas pela Maria Clara que mais me tocaram, me despeço:

 So far away - Avenged Sevenfold



Marcadores: , , , ,

0 Comentários
Resenha: Outlander (A Viajante do Tempo) vol.1 - Diana Gabaldon
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 @ 14:53


SINOPSE: Claire, a protagonista de A Viajante do Tempo é uma mulher de personalidade forte, lutando para se manter num mundo de homens violentos, que busca seu verdadeiro amor enquanto participa de importantes acontecimentos da história. Claire Beauchamp Randall foi separada de seu marido Frank Randall pouco depois da lua-de-mel, quando ele foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial. Ao final do conflito, Claire e Frank se reencontram e retomam a vida que tinham em comum numa viagem a Escócia. Mas o reencontro não ocorre de forma esperada. Parece haver entre a esposa e o marido um distanciamento muito maior do que aquele causado pelos anos de guerra. Ao visitar uma antiga e mística formação de rochas, Claire finalmente vai conhecer seu destino.


Tudo começa quando Claire, a nossa protagonista, uma jovem de 27 anos e o seu marido Frank Randall se reencontram depois de uma longa jornada de serviço na Segunda Guerra Mundial. Ela, como enfermeira. Ele, como soldado. Os dois parecem distantes depois de tanto tempo e Frank resolve viajar em uma nova lua-de-mel na intenção de aproximar-se da esposa, reconectando-os. Frank Randall, antes de servir às forças militares da Inglaterra, era um historiador fascinado. Por esse motivo, ele leva Claire até a Escócia e decide pesquisar um pouco sobre a vida dos seus antepassados. Quando ambos chegam ao local estão ocorrendo festividades celtas e Claire, sempre curiosa, decide ir escondida a um ritual nas montanhas de Highlands. Seu marido Frank a acompanha e eles observam uma dança peculiar de várias mulheres vestidas como bruxas em torno de uma cadeia de pedras chamada Craig Na Dun. Eles esperam escondidos até o amanhecer, quando as mulheres vão embora e Claire inspeciona as pedras um pouco fascinada pela crença fiel daquelas pessoas. Quando Frank se afasta em busca do carro para voltarem ao hotel, Claire ergue as duas mãos e, ao encostar em uma das pedras, tem um súbito desmaio.

É aí que a história começa. A nossa protagonista acorda sobressaltada, gritando pelo marido e descendo pelo campo quando ouve sons de tiros. Soldados vermelhos correm com perucas brancas e espingardas ultrapassadas nas mãos e Claire pensa que está na cena de um filme quando avista um soldado idêntico ao seu marido, mas que obviamente não é ele. É “Black Jack” Randall, um antepassado do seu marido Frank Randall, que ataca Claire e tenta violenta-la. Ela é salva por Murtagh, um homem bruto e de sotaque forte. Murtagh a leva para o seu clã de escoceses e Claire ainda pensa que está vivendo um pesadelo e irá acordar a qualquer momento. Mas isso não acontece: Claire finalmente realiza que o que quer que signifique aquelas pedras de Craig Na Dun, elas a transportaram para 1743, uma época de guerras entre Ingleses e Clãs Escoceses. A época pré-revolução Jacobina.

Claire é, então, considerada inimiga pelos escoceses, mas a nossa protagonista sempre forte e determinada decide se aliar a eles para poder sobreviver e quem sabe voltar a Craig Na Dun e ao seu marido Frank. Então Claire conhece Jamie, do clã Mackenzie. Um escocês na essência da palavra, seus cabelos ruivos e sua estatura musculosa deixam Claire um pouco tonta. Além disso, o excesso de doçura com a qual ele a trata não deixa de abalá-la. Ela conta sobre Frank para Jamie, mas decide esconder que é uma Outlander (Viajante do Tempo) e omite alguns fatos: para Jamie, seu marido está morto. Os constantes conflitos e situações históricas obrigam Sassenach (significa Estrangeiro para os escoceses e é um termo pejorativo, mas Jamie chama Claire carinhosamente assim) a dizer não ao seu futuro/passado e viver intensamente o seu passado/presente.

E então se inicia a árdua jornada de Claire para voltar às suas raízes, ao mesmo tempo em que se apaixona pelo tempo e pelas pessoas ao seu redor. Claire começa a se sentir parte escocesa e é forçada a tomar decisões que mudarão sua vida para sempre.

É uma história fantástica, emocionante, corajosa e apaixonante. Eu nunca, jamais, irei superar Jamie Fraser. Ele é o meu ideal romântico de época. E posso afirmar com grande propriedade que Claire é uma das minhas protagonistas favoritas. Ela é tão forte, tão madura, tão incrível que você se sente parte dela. A autora consegue transportar o leitor para outra época, e são tantos sentimentos doces e amargos que experimentamos... Uma miríade de emoções e uma trama muito bem amarrada que não deixa passar nenhuma informação

"Eu posso suportar a dor. Mas não poderia suportar você com dor. Isso exigiria mais força do que eu tenho." – Jamie Mackenzie Fraser

O momento que você se apaixona de vez pelo Jamie:
"Você é sangue do meu sangue, e carne da minha carne. Eu lhe dou o meu corpo e nós dois deveremos ser um. Eu lhe dou o meu espírito, até que a nossa vida acabe."

Eu recomendo Outlander para qualquer pessoa que não tenha medo de mergulhar no tempo e nas milhares de páginas. Ao todo a série possui sete livros publicados e a autora, Diana, ainda pretende escrever mais. São livros enormes, mas que valem a pena cada sílaba.

O livro (a série de livros) é tão aplaudido pelo público leitor que virou uma série de televisão britânica/americana, atualmente em sua primeira temporada, criada por Ronald D. Moore da Emissora Starz. Eu assisti e confesso: nunca vi uma série tão fiel ao livro. O ator que faz o Jamie é perfeito, a Claire também. Exatamente como imaginei ao ler.



O que você está esperando para voltar no tempo?

Essa e outras resenhas você encontra no blog parceiro: http://ladiesandyourbooks.blogspot.com.br/
0 Comentários
Resenha: Série The Selection - Kiera Cass
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 @ 15:56


Atenção, esta resenha contém spoilers. Por esse motivo, se não leu os livros ainda: pare por aqui. 


O primeiro livro, A Seleção, é onde viajamos em um mundo completamente diferente do nosso. Um futuro onde os Estados Unidos dá lugar ao Estado Americano da China (loucura, né?) e um país completamente novo surge da conquista de George Illéa. É o jovem país Illéa, que tem sua sociedade dividida por castas (cada casta tem uma função específica para seus componentes) e a monarquia possui uma tradição para escolher a princesa de Illéa, a próxima rainha, que se casará com o príncipe de sangue real: essa tradição chama-se a Seleção. Uma grande oportunidade para meninas de castas baixas tentarem subir na vida, pois as condições financeiras dessas posições são horríveis e o país está por um fio. Isso nós descobrimos através de América, uma jovem que acaba de completar a maioridade e pertence à casta dos artistas, a Cinco. América toca diversos instrumentos e tem uma voz linda, embora eu tenha sentido falta de suas interpretações quando a história vai avançando. Sua família, ou melhor, sua mãe, vê a oportunidade de melhorar de vida fazendo América participar da Seleção... Mas a menina não vê da mesma maneira, ela simplesmente odeia toda a história de ser selecionada para babar pelo príncipe, o Maxon, que parece um mimadinho arrogante. E outras coisas também a faz exitar, sendo mais precisa: uma coisa. Aspen. Um garoto de casta Seis, a casta dos empregados e serventes. É um namoro escondido, América teme que o romance nunca seja aceito pela sua família. No entanto, está completamente apaixonada... E é Aspen quem a força a se inscrever para participar da Seleção, fazendo com que América tome a decisão precipitada e entregue a carta de sua inscrição no dia seguinte... Ela jamais imaginava que seria uma das 35 selecionadas. E, antes mesmo de ser anunciado, Aspen decide acabar tudo entre eles alegando que jamais dará certo por conta das castas diferentes e da sua quase sempre falta de alimentação. Ele não quer que América passe fome, ele a ama e por isso a deixa ir. É aí que a história começa. 

América é selecionada, deixando sua mãe em êxtase, e ela própria ficando incrédula. Ela era uma das 35 e estava embarcando para o palácio de Illéa, vendo sua vida mudar completamente. Agora América pertence à casta Três e está concorrendo ao maior sonho de qualquer garota de Illéa: o lindo príncipe Maxon. O que destaca América é o seu completo desinteresse por tudo aquilo e o seu coração partido. No primeiro dia que passa no palácio, antes sequer de todas serem apresentadas ao príncipe, América corre para o jardim em busca de ar fresco e acaba esbarrando em nada mais nada menos que... Maxon. O resto é história! 

A verdade é que eles desenvolvem uma amizade fiel, onde contam seus segredos um ao outro e América acaba revelando que não deseja estar competindo para ser a próxima princesa. Ela está ali apenas pela comida. E isso intriga o príncipe Maxon. 

Eles possuem uma dinâmica própria e também há a presença das outras garotas, que dão unhas e dentes para conquistar o príncipe. É uma narrativa engraçada no começo, porque ao decorrer dos fatos... Maxon e América acabam se aproximando e ficando tão íntimos que sequer percebem. E o coração partido de América junto com novos sentimentos que acabam surgindo por aquele que ela julgou ser o último homem da face da terra de quem se apaixonaria... Bom, vira uma confusão. 

Então estamos em "A Elite", o segundo livro da série, e o que mais me deixou completamente frustrada, enraivada, mordendo travesseiros, rindo, chorando e até mesmo apaixonando-me. Aspen volta a história, agora como Guarda do palácio. E óbvio que todas sabemos que a maldita da América cai nos braços do primeiro amor e ambos tentam ser o mais cuidadosos possíveis, pois há uma regra que não permite que a Selecionada tenha relacionamento amoroso com qualquer pessoa, exceto o príncipe Maxon... E a pena é de morte para quem ousar quebrar a regra.

É aí que os conflitos começam, que começamos a ter raiva das garotas, principalmente da Celeste (uma garota da casta Dois, possuindo a moral e os peitos muito falsos) e principalmente da indecisão antipática da América. Ela se supera. Em torno disso, desvendamos mistérios sobre a trama enquanto vários ataques rebeldes acontecem ao palácio, ruindo a corda tênue da política de Illéa que ameaça romper a qualquer momento. Juntos, América e Maxon descobrem que são melhores juntos e finalmente América decide contar a Maxon sobre Aspen. 

Entramos em "A Escolha", quando restam apenas 6 garotas das 35 que entraram e tudo parece mais complicado e silencioso para todos. Mais ataques rebeldes e a constante ameaça do pai de Maxon, o rei Clarkson, que por algum motivo odeia América e sabe da preferência de seu filho. Temos a aproximação da rainha Amberly, distante no começo, que finalmente acolhe as Selecionadas e entra verdadeiramente na trama. É em "A Escolha" que Maxon decide dar seu coração a América e ela decide fazer o mesmo, mas não revela o nome daquele que já possuiu seu coração: Aspen. Como todos sabemos, Maxon acaba descobrindo e vários acontecimentos desencadeiam uma catástrofe que, é melhor parar por aqui, vocês descobrirão quando lerem. 

O livro suga sua vida para fora, sendo que os seus olhos não se desconectam um segundo sequer. 

Eu me apaixonei por tantas personagens e pela história pois a autora tem um jeito único de te fazer sentir parte dela. É incrível. É coisa de princesa, mas verdadeiramente singular. 

Eu contei aqui sobre os três principais livros: A Seleção, A Elite e A Escolha. A série também contém os Contos sobre A Seleção ("O Príncipe" e "O Guarda") e também um novo conto em forma de ebook, saindo do forno, sobre a rainha Amberly intitulado "A Rainha".

Todos os livros são publicados pela Editora Seguinte no Brasil e o próximo livro, sobre a  Seleção da filha de Maxon e América, "A Herdeira", será publicado em março de 2015, também pela Editora. 

0 Comentários