na
estante
da
manu
Minha estante
um mundo literário

20 anos e uma paixão: Ler. Aqui você encontrará resenhas dos livros que li entre diálogos animados sobre como driblo meu curso de Direito e a minha predileção por romances, filmes e séries. Divirta-se!
Orgulho e Preconceito (1813)
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 @ 06:46




Pride and Prejudice (1813)

Nota: Romance mais popular de Jane Austen.

Como falar de algo que tocou sua alma? Como expressar a complexidade do sentimento externo ao ler esse romance? Não só ler, como reler dezenas de vezes.

Jane Austen é sem dúvidas um gênio, seus diálogos inteligentes expressam exatamente o legado de um século onde ascensão social e interesse jogavam juntos. Jogavam e ainda jogam... É isso que a torna tão singular, esse dom de atemporalidade das relações humanas.

Ah... E como não suspirar com Mr. Darcy? Com a astúcia de Elizabeth?

Eles foram feitos um para o outro... Jane é estupidamente descritiva e perfeita em seu enredo encantador, cativante, adorável. 

Lizzy é uma jovem de 20 anos sem papas na língua, atípica de uma família pobre do interior da Inglaterra, sua amada irmã mais velha (Jane) é muito atrativa e formosa, já suas irmãs mais novas caçam um casamento sobre influência de sua mãe descabida. Seu pai é um homem mais generoso, apaixonado pelas duas filhas mais velhas e temendo por seus futuros.  Mary é a única que foge a regra das mais novas, apaixonada por livros como Elizabeth. Já Kitty e Lydia são predadoras adolescentes.

Sra. Bennet é determinada em arranjar bons partidos para suas cinco filhas por a família se encontrar em um estado modesto devido à falta de seus homens. Sendo assim, um primo irá herdar todos os bens da família Bennet em Hertfordshire e as meninas são ameaçadas pelo futuro amargo.

A atemporalidade está presente no homem afortunado e solteiro, à procura de uma esposa. Darcy conhece Lizzy, essa pobre moça da língua afiada e ambos são dois teimosos sem medidas. Os encontros entre os dois tornam-se cada vez mais constantes, apesar deles sempre estarem discutindo. Elizabeth se encarrega do Orgulho por não querer se apaixonar por Darcy, evitando-o de todas as formas que consegue. Darcy é atirado pelo Preconceito quando se apaixona por uma mulher pobre, Lady Katherine banhada em desgosto nem sequer cogita tal matrimônio.

É um romance-comédia que traz à tona problemas sociais muito semelhantes aos que existem hoje, além de provar que o amor pode vencer qualquer barreira da sociedade.

O livro tem adaptações no cinema, a mais nova (2005) é protagonizada por Keira Knightley e Matthew MacFadyen, minha versão favorita. Se você estiver indo agora mesmo na locadora, não se esqueça de colocar o final alternativo... Em minha modesta opinião, é muito melhor.

Agora chega de contar a história, não é? Primeiro leia antes de assistir, isso é muito importante. Você pode até formar críticas interessantes se o fizer.

Separei esse lindo diálogo entre Elizabeth e Darcy sobre o amor, se inspirem para viajar nas páginas de Jane Austen.

Elizabeth: - Eu me pergunto quem descobriu o poder da poesia para espantar o amor...
Darcy: - Achei que fosse o alimento do amor.
Elizabeth: - Do amor belo e vigoroso. Mas se é apenas uma vaga inclinação, um pobre soneto o liquidará.

Até a próxima! 
0 Comentários

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial