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20 anos e uma paixão: Ler. Aqui você encontrará resenhas dos livros que li entre diálogos animados sobre como driblo meu curso de Direito e a minha predileção por romances, filmes e séries. Divirta-se!
A Culpa é das Estrelas
sábado, 20 de abril de 2013 @ 13:02



Comentando sobre... “A Culpa é das Estrelas”.

Confesso: a fama de John Green também foi um dos fortes motivos para que eu lesse esse livro, além dos incessantes comentários das minhas amigas (e ótimas leitoras) e das resenhas no skoob.
Não sou inclinada a histórias trágicas e tão fortes, mas essa garota incrível chamada Hazel Grace e seu balão (Felipe) de oxigênio cativaram a minha alma e a minha essência. Ah... E o charmoso Augustus Waters de uma perna só com o cigarro descansando entre os lábios rosados.

Hazel é só uma simples garota com os pulmões que adoram água e falta de ar (e foram temporariamente salvos por um milagre medicinal), mas definitivamente odeiam um grupo de apoio ao câncer que sua mãe insiste em levá-la. É lá que ela encontra duas pessoas que marcariam sua vida para sempre: Isaac (condenado à cegueira) e Augustus (que perdera a metade de uma perna devido a um câncer).
Isaac é o melhor amigo de Gus (Augustus) e vice-versa. Eles rapidamente viram amigos de Hazel por simplesmente possuírem a mesma visão trágica e irônica da vida: a morte está todos os dias acenando, calma e sorridente. Esse é um dos grandes fatores para a nova visão que podemos ter do mundo a partir das personagens magníficas e singulares de Green. Ninguém vive lamentando, mas sim vivendo os instantes que lhe restam como se cada segundo fosse uma loteria.
A paixão de Hazel por seu livro favorito “Uma Aflição Imperial” de Peter Van Houten torna a narrativa instigante e inesperada, assim como suas caronas com o Gus (um péssimo motorista mutilado e cheio de metáfora no seu cigarro apagado) e o modo dela de o apresentar a história, sempre perguntando e adorando ouvir o ponto de vista dele sobre o livro de Van Houten. O amor que surge entre os dois é terrível e milagroso, tortura o leitor até as últimas páginas – apesar do livro não ter um real fim, assim como Uma Aflição Imperial –.
A partir da metade tive sérios problemas para ler, pois minhas lágrimas embaçavam a visão das letras. É como parar e olhar para o céu, para as próprias estrelas e sentir uma fúria gigantesca, mas um amor infinito junto com ela.
Cada “Okay” trocado entre Hazel e Gus, o bilhete com o desenho que ela deixa para ele depois de uma certa noite, o sorriso dele, seus comentários inteligentes, suas frases memoráveis e, finalmente, sua despedida.

É um livro para rir passando as páginas, chorar sem parar, passar dias melancólicos, rir novamente e... Querer mais.

Eu concordo, John. A culpa é definitivamente das estrelas.

Manuela Leal
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